sábado, 9 de junho de 2007

A FORÇA E A VEZ DA WEB 2.0

Os avanços tecnológicos propiciaram uma forma de comunicar diferente. Estamos vivendo a era da comunicação em rede, a força da internet, das transmissões via satélite, das tecnologias apontadas pela telemática impõe à sociedade um novo processo comunicativo. Há quem diga que a internet foi a melhor invenção do século XX por que propiciou profundas modificações no estilo de vida, comportamento e principalmente na forma de comunicar das pessoas. Se a Web transformou o ambiente tecnológico e a vida social pessoas ( hábitos, costumes e formas de interagir ) , o que dizer da Web 2.0? Eis aí um verdadeiro fenômeno, uma revolução extraordinária que vem marcando de forma significativa um jeito novo de utilizar a internet.
Segundo informações contidas na folha on line, “ o termo Web 2.0 é utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web - tendência que reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. A idéia é que o ambiente on-line se torne mais dinâmico e que os usuários colaborem para a organização de conteúdo”. Muitos são os sites de busca, blogs, orkuts e programas de bates papos com informações que são disponibilizadas e editadas pelos próprios internautas. Além da oferta de diversos serviços on-line, todos interligados, que permitem maior interação e troca de conhecimentos, este nova versão propiciou também mudanças na vida e comportamento das pessoas e dos consumidores. Um exemplo disto refere-se a ao comportamento do público jovem que pode considerado o maior adepto e usuário de programas de bate papo. No ambiente empresarial é comum percebermos executivos e pessoas do mundo dos negócios utilizar os novos recursos e programas da web2.0 para facilitar a troca de informações, o que torna um grande diferencial de competitividade. Mesmo que haja uma grande polêmica em torno da versão Web 2.0, pois alguns críticos a consideram um golpe de marketing, o novo ambiente virtual é marcado por essa nova forma de comunicar e que não tem retrocesso jamais. Como o universo digital sempre apresentou interatividade, polêmicas podem ficar à parte, pois o número de sites e serviços que exploram esta tendência vem crescendo e ganhando cada vez mais adeptos.

Confira um glossário da Web 2.0 elaborado pela Folha de S.PauloAdSense: Um plano de publicidade do Google que ajuda criadores de sites, entre os quais blogs, a ganhar dinheiro com seu trabalho. Tornou-se a mais importante fonte de receita para as empresas Web 2.0. Ao lado dos resultados de busca, o Google oferece anúncios relevantes para o conteúdo de um site, gerando receita para o site a cada vez que o anúncio for clicado Ajax: Um pacote amplo de tecnologias usado a fim de criar aplicativos interativos para a web. A Microsoft foi uma das primeiras empresas a explorar a tecnologia, mas a adoção da técnica pelo Google, para serviços como mapas on-line, mais recente e entusiástica, é que fez do Ajax (abreviação de "JavaScript e XML assíncrono") uma das ferramentas mais quentes entre os criadores de sites e serviços na web Blogs: De baixo custo para publicação na web disponível para milhões de usuários, os blogs estão entre as primeiras ferramentas de Web 2.0 a serem usadas amplamente Mash-ups: Serviços criados pela combinação de dois diferentes aplicativos para a internet. Por exemplo, misturar um site de mapas on-line com um serviço de anúncios de imóveis para apresentar um recurso unificado de localização de casas que estão à venda RSS: Abreviação de "really simple syndication" [distribuição realmente simples], é uma maneira de distribuir informação por meio da internet que se tornou uma poderosa combinação de tecnologias "pull" --com as quais o usuário da web solicita as informações que deseja-- e tecnologias "push" --com as quais informações são enviadas a um usuário automaticamente. O visitante de um site que funcione com RSS pode solicitar que as atualizações lhe sejam enviadas (processo conhecido como "assinando um feed"). O presidente do conselho da Microsoft, Bill Gates, classificou o sistema RSS como uma tecnologia essencial 18 meses atrás, e determinou que fosse incluída no software produzido por seu grupo Tagging [rotulação]: Uma versão Web 2.0 das listas de sites preferidos, oferecendo aos usuários uma maneira de vincular palavras-chaves a palavras ou imagens que consideram interessantes na internet, ajudando a categorizá-las e a facilitar sua obtenção por outros usuários. O efeito colaborativo de muitos milhares de usuários é um dos pontos centrais de sites como o del.icio.us e o flickr.com. O uso on-line de tagging é classificado também como "folksonomy", já que cria uma distribuição classificada, ou taxonomia, de conteúdo na web, reforçando sua utilidade Wikis: Páginas comunitárias na internet que podem ser alteradas por todos os usuários que têm direitos de acesso. Usadas na internet pública, essas páginas comunitárias geraram fenômenos como a Wikipedia, que é uma enciclopédia on-line escrita por leitores. Usadas em empresas, as wikis estão se tornando uma maneira fácil de trocar idéias para um grupo de trabalhadores envolvido em um projeto.



Fontes:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u20173.shtml


Eliezer B. Filho

COMUNIDADE VIRTUAL

Existem várias definições de comunidade virtual ( CV)alguns autores definem como um grupo de pessoas com interesses comuns que se comunicam estruturadamente através de meios eletrônicos, principalmente a Internet. Outros conceituam como uma comunidade que estabelece relações num espaço virtual através de meios de comunicação a distancia. Mais recentemente existe uma ampliação destas definições para a compreensão de que comunidade é mais do que um grupo de pessoas que utilizam a rede para se comunicar em torno de interesses comuns, mas sim uma agregação social que emergem da rede quando existe um número suficiente de pessoas, em discussões suficientemente longas, com suficientes emoções humanas, para formar teias de relações pessoais em ambientes virtuais, alterando de algum modo o Eu dos que nela participam.
Os anos 80 registraram uma discreta efervescência das comunidades virtuais nos Estados Unidos graças a difusão da Internet em centros acadêmicos e de pesquisa.
A tecnologia da informação (TI), em termos gerais, e a Internet, em particular as tensões dos sistemas educacionais, a flexibilidade organizacional de novos modelos de gestão do conhecimento, o manuseio da informação que excedia o habitual contexto no qual se desenvolviam indivíduos e grupos, tudo isto costurado pelo sutil fio da interação conformava o que poderíamos denominar a fábrica de um novo “poder” Desta forma a TI permitiu que o paradigma “informação é poder” fosse rompido surgindo duas características novas : qualquer um podia publicar na rede e o que se publicava estava submetido de imediato ao jogo dinâmico da interação.
Um dos fatores que potencializam a utilização da TI são as dificuldades relacionadas a dispersão geográfica dos seus membros, tempo e espaço, favorecendo o compartilhamento de informações e a criação de um saber coletivo.
As CV só existem e funcionam à medida que são frutos de atividades dos cidadãos, entendidos estes como indivíduos, grupos formais ou informais, empresas, organizações etc. Assim foram criados espaços artificiais (virtuais ) novos, dotados de uma série de características, nem sempre compreensíveis sob os parâmetros do mundo real.
1. A informação é do
usuário: isto é a Rede, em tese, esta vazia e são os usuários que decidem qual a informação vão armazenar, mostrar e intercambiar. Desta forma cada usuário decido por onde começar, para que e com quem.
2. O acesso a rede é universal, simultâneo e independente do tempo
3. A Rede cresce de maneira descentralizada e deshierarquizada, criando um ambiente participativo e de interação.
Entretanto apesar das possibilidades da utilização das CV é importante não deixar de ter uma reflexão crítica sobre a CV analisando de que maneira a virtualização afeta as características dos processos comunicacionais.
Existe alguns estudos na tentativa de elaborar uma
teoria da comunicação virtual Para Lévy,um dos estudiosas desta teoria, a CV é um elemento do processo que abrange toda a vida social:
“um movimento geral de virtualização afeta hoje não apenas a informação e a comunicação mas também os corpos, o funcionamento econômico, os quadros coletivos da sensibilidade ou o exercício da inteligência. A virtualização atinge mesmo as modalidades do estar junto, a constituição do nós: comunidades virtuais, empresas virtuais, democracia virtual...Embora a digitalização das mensagens e extensão do ciberespaço desempenhem um papel capital na mutação em curso, trata-se de uma onda de fundo que ultrapassa amplamente a informatização”.( Pierry Lévy, 1996).
Alguns autores consideram a sociedade virtual como um universo em expansão, sem limites definidos, responsável pela plena utilização da criatividade humana, favorecendo o estabelecimento de uma
cultura favorável ao compartilhamento de experiências, conhecimentos e melhores práticas nas organizações, enquanto outros autores afirmam que virtualização gera um esvaziamento da realidade, levando ao ser humano não mais ser capaz de distinguir o real do imaginário. A existência dos espaços como hipermercados, organizados para que nos relacionemos com os objetos a partir de imagens a eles associadas, gera a fragmentação das cidades modernas e o esvaziamento das atividades sociais.

Eliezer Filho
Alana Guedes

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Conseguir.

A processo de interatividade da turma tem demonstrado uma verdadeira experiencia mutiplicadora com as aulas da diciplina Cibercultura. Valeu!!!